PIGMEU


SHIMEJI

INTRODUÇÃO

O cultivo de Pleurotus pode ser feito em tronco (da mesma forma descrita para o Shiitake), ou em casas de cultivo, com uso de serragem, palhas de capim, bagaço de cana etc. como substrato. Neste segundo sistema, vem sendo feito com muito êxito, e com produtividade muito superior ao sistema de troncos.

Esse sistema de cultivo possui muitas vantagens, pois o período de cultivo é mais curto, a produção é estável , e o cultivo pode estender pelo ano todo. Para este cultivo são utilizados potes de vidro ou plástico, caixas e sacos plásticos. Neste texto explicaremos o sistema de cultivo em pote de vidro ou plástico.

Preparação do substrato :

Serragem : a preferencia é para serragem de árvores de folhas largas ou folhas aciculares. Dependendo do tipo de árvore, a serragem pode conter substancias resinosas, solúveis ou inibidor do crescimento. Por isso, antes de sua utilização, a serragem deve ser deixada ao ar livre, e exposta por longo período a chuva, orvalhos e raios solares, para que as substancias danosas se decomponham e se percam.

Farelo : existem farelos de arroz, milho, trigo etc., o mais utilizado é o farelo de arroz. Contudo o farelo de milho e o de trigo faz aumentar a produção, além de melhorar a qualidade do cogumelo. A este exemplo utilizamos o farelo de arroz, nele misturando 2 a 3 partes de farelo de milho e trigo.

Mistura do substrato : a combinação do farelo e da serragem deve ser feita na proporção de 1 : 4, em termos de volume, mais água até atingir umidade de 62 a 65 %. Esta umidade deve ser alcançada na serragem pura. A densidade estará correta quando num recipiente com capacidade de 1 litro, o conteúdo pesará de 400 a 430 gr. Mas o padrão é que esse recipiente contenha 600 gr. O pH deve estar entre 6,8 e 7.

Esterilização :

- podemos dizer que a esterilização é a chave do sucesso desse cultivo. Ela pode ser feita de duas formas ;
- em autoclave a 1,0 atm. de pressão e temperatura de 120 C por 1,5 horas, tomando o cuidado para que a temperatura não se eleve demasiadamente, pois as substância nutritivas podem sofrer alterações;
- em câmaras de esterilização a pressão normal com vapor d’ água a temperatura chega a 100 C por 5 horas contados a partir do momento em que for atingido os 100 C, tomando cuidado para que a temperatura não abaixe durante a esterilização. Não se deve colocar excesso de potes na câmara, pois pode ocorrer irregularidade na esterilização.

Inoculação :

Terminada a esterilização dos potes, quando a temperatura no interna abaixar para 20 C, realiza-se a inoculação das "sementes" em condições estéreis, já citada no cultivo do Shiitake em serragem. Um litro deve ser dividido em 50 potes.

Incubação : passado 4 a 5 dias pode haver um acréscimo na temperatura do substrato de 3 a 5 C, acima da temperatura ambiente, e que 40 C por 48 hora ocorre morte do micélio. Assim para permitir que o micélio possa desenvolver uniformemente, o ambiente deve manter temperaturas de 18 a 20 C. Agora é muito importante que o substrato esteja a 25 a 30 C. Periodicamente deve-se renovar o ar do recinto. A baixa umidade pode desidratar a superfície do substrato, por outro lado, a alta umidade facilita o surgimento de bactérias nocivas, de modo que o recinto deve ser mantido entre 65 a 75 %.

Em condições normais com 25 dias de semeados, o pote estará pronto para ser induzido a produção.

Indução : para que os potes tenham uniformidade no crescimento, realiza-se uma raspagem na superfície do substrato tornando-a plana. Logo depois, preenche o pote com água até sua borda. Passada 2 a 3 horas, retira-se água, tampa-se o recipiente, para que a superfície não se resseque, e mantenha-o a temperatura de 13 a 16 C, 5 a 7 dias após a raspagem inicia a formação de primórdios, então abrir o recipiente, e aumentar a umidade relativa para 90 %. Daqui para diante os cogumelos exige muita ventilação de ar fresco. A falta de ventilação pode resultar na não abertura do chapéu, na formação de cogumelos compridos, ou no surgimento de ferrugem ( avermelhamento e fenecimento ).

Colheita : Depois de 7 dias, os cogumelos estarão prontos para a colheita, quando o chapéu estiver de 1 a 1,5 cm de diâmetro. Após a colheita retira-se a serragem da base, e acondiciona-se os fungos em bandejas, em porções de 100 a 200 gr, para a comercialização. .

CULTIVO EM PALHAS, BAGAÇO DE CANA DE AÇUCAR

Preparação do substrato : molha-se a palha ou bagaço até 70 % de umidade, e adicionamos farelo de arroz ou de algodão na base de uns 10 % do peso de bagaço ou palha e misturando-o muito bem. Quanto mais rico em farelo, maior é a produção. Em contra partida maiores são os cuidados a serem tomadas a fim de evitar as contaminações, pois os riscos de infecção desta aumentam.

Pasteurização : este substrato deverá ser levado ao túnel de pasteurização, onde receberá tratamento a vapor d’ água, para elevar a temperatura do composto até 90 C por umas 10 a 12 horas. Logo após, deixar a temperatura abaixar sozinha, até 30 C, para executar a semeaduras.

Semeadura : o composto deverá ser ensacado com porções de 7 a 10 kg e receber "sementes" numa quantidade de 2 a 4 % sobre o peso de composto. Se o composto estiver bem rico em farelos há de se aumentar a quantidade de sementes, assim faremos com que o Pleurotus cresça mais rápido do que as contaminações.

Os sacos deverão ser amarrados em sua boca, e colocados nas prateleiras.

Incubação : os sacos devem ser colocados em prateleiras, onde ficarão em fase de colonização por 25 a 40 dias. Somente após esse período o composto estará completamente branco ( coloração provocada pelo crescimento do micélio.

Indução e Frutificação : Faz-se, então vários cortes no saco plástico, de 2 cm de comprimento, por onde apareceram os cogumelos, num prazo de 1 a 2 semanas.

Colheita : após 4 dias a contar do início da brotação, eles estarão grandes o suficiente para serem colhidos, torcendo a base do "pé" do cogumelo ou do cacho se for o caso.

É comum efetuar um toalete no cogumelo, cortando na base do pé do cogumelo para eliminar uma parte que fica suja com composto.